entao, para nao perder tempo contextualizando demasiadamente o caso, vou dispor aqui que viajei para fortaleza mais ou menos da maneira como justifiquei para minha chefe no trabalho - de maneira bastante sincera, aliás: precisei, por motivos particulares *vide ultimo post* fazer uma viagem de ultima hora a fortaleza. ora, meu amigo, quando voce passa as 4 primeiras horas de um feriado, após acordar, prostrado na sua cama, se assegurando que nenhuma fresta de luz penetre no seu recinto, e está bastante convicto de que ficaria assim o dia inteiro, viajar é bastante justificável.
e, ao chegar, aqui, providenciei encontrar-me com a - vamos lá, mais um pseudonimo que nao vai me agradar - paquerinha. e foi simplesmente ótimo. em um certo momento do nosso encontro eu deixei claro que adoraria ficar com ela, ao que ela me respondeu, do alto de sua dignidade, que não queria ser a estepe de ninguem. e eu compreendi perfeitamente, e senti o que ela sentiu, e fiquei feliz. e talvez por isso tenhamos ficados horas abraçadinhos, trocando carinhos bastante intimos, sem nos beijarmos. e isso, meu amigo, faz voce querer amar uma garota.
se nao fosse a distancia geografica, eu certamente iria querer namorar com ela. e apesar de eu ja ter aprontado das minhas meninuras pra cima dela anteriormente, algo em mim me faz acreditar que dessa vez seria diferente. nao consigo imaginar se poderíamos nos amar de verdade; mas como saberíamos, senão nos dando a chance?
um dos outros dois pontos que merecem menção dizem respeito a viagem em si. puxa, largar na caruda o trabalho por dois dias e gastar um dinheiro pesado pra passar quatro dias na casa dos meus pais... isso é algo que eu nao imaginei que realmente faria - principalmente porque em fevereiro estarei aqui de volta, de férias. e, ainda que eu seja rigoroso com o quesito "razões particulares", em especial quanto o critério será avaliado em meu benefício, verificando de volta as circunstâncias que provocaram minha decisão arrebatada, não tenho idéia de em que estado de espírito eu estaria se tivesse permanecido em campinas.
o segundo remete a uma ousadia que, sendo bastante pequena e tímida, é algo que eu nao fazia ha muito tempo. no aeroporto, enquanto aguardava taciturno pelo meu voo, na praça de alimentação, uma garota deslumbrante sentou-se a duas mesas de distancia e deu início a sua refeição pré-voo. em um determinado momento, levantei-me em direção a uma das lanchonetes, pedi uma caneta e um guardanapo, anotei meu email, dirigi-me à garota e, com uma cantada baratíssima, deixei em suas mãos a expectativa de ser contactado.
naturalmente que até agora nao tem nenhum email dela na minha caixa de entrada. mas por ter feito a coisa, por si só, eu me senti um verdadeiro herói de mim mesmo.
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