sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

21

BlackJack!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

mas a vida é uma caixinha de surpresas...

eu menti pra poder ir. ora, imaginei, se eu digo pros meus pais que vou na casa da minha queridíssima amiga sozinho, e que não vai ter ninguem lá, eles vão botar muito boneco. então, prevendo essa reação conservadora e maliciosa (sim, porque que mal tem um homem e uma mulher assistirem inocentemente a um filme?), resolvi dizer que haveria mais gente lá, uma penca de amigo imaginários.
massa. deixaram eu ir, parte um do plano bem sucedida. parte dois era convencê-los a deixar que eu dormisse lá. ora, muita gente dormindo junto = pessoas felizes. duas pessoas de sexo diferentes (quando se é hetero, vai saber) dormindo juntas = sexo. eu conheço meus pais. vão botar muuuuito boneco. então falei que todos iam dormir lá.
rapaz, a porca entortou o rabo. meu pai cismou que não, que não pode, que eu ligasse na hora de ir buscar, que isso não estava certo, que não prestava, etc etc. Fiquei meio besta, não é tão comum uma reação tão ferrenha do papai (ele tava bufando e nervoso); ainda tentei argumentar, mas não deu: eu tinha que ir embora e pronto.
acabou que eu e minha amiga tivemos uma noite bastante agradável a dois, mas com limite de tempo. as vezes eles acertam, que coisa, hein. mas o melhor vem agora

-- palavras do papai enquanto me levava de volta pra casa --

"filho, se vocês estivessem sozinhos, no bem bom, eu não tava nem aí. já tive sua idade e sei como é. por mim você dormia lá, só voltava depois de amanhã, enchia a cara, tudo bem. agora dormir você e mais um monte de gente, um povo que nem você conhece direito, amigo de amigo de amigo, ah, isso não. vai saber o que esse povo pode fazer de noite? vai que acontece um imprevisto, um mal-entendido, uma TRAGÉÉÉÉÉÉÉDIA? a gente nunca sabe, a vida é uma caixinha de surpresas (ele deve ter visto joseph climber, só pode), e é bem melhor previnir que....... (aí ele esperou que eu completasse a frase e acabou o monólogo)"


fiquei bem caladinho, de queixo caído. é, papai, a vida é uma caixinha de surpresas. próxima vez que eu for pra putaria (não era o caso, mas haverá), vou contar tudinho que pretendo fazer na noite para o senhor. e não é pouco não. e o senhor vai deixar.

aliás, essa de pai deixar ou não deixar é uma merda mesmo. não vejo a hora de ter minha linda renda e mandá-los às favas (nesse aspecto de autoridade, entenda-se, sem revoltas adolescentes, que são ridículas). ou de voltar pra minha bela cidade distante e mágica onde eu nem preciso mentir, só omitir.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

sad sad kiddie

eu conheci uma loira nessa virada de ano. linda de morrer. mas isso não interessa tanto, loiras estão pipocando por aí. o que a fez diferente foram seus olhos. tão tristes, tão resignados... um golpe do destino a nocauteou. tenho com meus botões a opinião de que foi uma fatalidade das mais indesejadas. não pode ter sido diferente, não pode ter sido deliberado, meu senso de normalidade não admite essa possibilidade bizarra. isso estabelecido (que ela foi uma vítima), só posso olhar para ela com jorros de piedade. o problema é que eu não sou nenhum casto e minha piedade era quase demoníaca. queria tirá-la daquele inferno oferecendo outro infinitamente mais sedutor, mas sem dúvida mais maldoso. enfim, eu não sou capaz dessas crueldades, sou um mero rapazinho ingênuo solto na vida. mas sou livre, coisa que ela só será se vender sua honra e pisotear as convenções.
o opressor dela (pois que mais ele seria, aquele aglomerado de futilidades que não lhe dispensava nem um mínimo de atenção, senão um tirano covarde protegido pelas circunstâncias?) palitava os dentes, refastelado na cadeira, enquanto a ninfa prisioneira represava suas lágrimas, criando aquele belo lago azulado e plácido de suas córneas. seu sorriso de aceitação era colado à cara, porém sinceríssimo. todos a viam sorrir; eu via sua alma mutilada.

fui banal. não soube exteriorizar minha percepção, e apenas espero que ela tenha notado, através do meu olhar (um tanto lúbrico, não minto) uma mão estendida em auxílio.





esses anexos ao fim do post tão ficando comuns, então vamos lá: não tem nada a ver com o que vinha sendo dito até agora, mas preciso escrever que a velhice é triste. e na minha concepção, ela começa cedo. 30 anos (ou arredores imediatos) é o auge de qualquer pessoa; uma vez nos 35, 40, já era: velhice. a pele vai ficando feia, o cabelo perde o vigor, os olhos não brilham mais com expectativas. nos homens, isso pode ser convertido em charme, mas nas mulheres... nada substitui o frescor do glorioso decênio dos 20 (já usei essa frase antes... hahahah).
pois bem. vi uma fotinha da coroa lá nos orkuts da vida, uma dela bem jovem. e percebi que não teria a menor chance se os anos tivessem sido menos arbitrários.

mas agora ela é uma coroa, né...
(as vezes eu acho que sou cruel. mas esse é meu blog, ora bolas. na verdade eu sou bonzinho)