quinta-feira, 25 de outubro de 2007

absoluto ou relativo?

pra quebrar a porta, devo antes fechar-me nela. quando ela estivar tão fortemente trancada, de forma que eu não possa mais abri-la, então aí eu vou poder cantar a música da solidão.
hoje eu refleti sobre duas situações curiosas. nas duas, tenho as armas bem apontadas para o alvo. numa delas, o pobre alvo não pode fazer nada: é impotente. se algum dia ele se rebelasse, eu iria olhar feio e dizer "como é que é?", e ele rapidamente voltaria ao normal. na outra, porém, o alvo pode me desarmar quando bem entender; talvez ele não saiba disso (o que me mantém bem salvo, por enquanto), mas ele pode. em todo caso, nas duas situações, eu estou sem munição.

hoje conheci uma garota fantástica. invejo-a. sabe-se lá quem ela é. estou inspirado, tenho algumas dívidas para com ela que não serão pagas jamais. amanhã ela vai embora (quem sabe? a verdade se tornou muito flexível, e isso é tão gostoso quanto agoniante).

estou sempre a beira de uma revolução. será agora? da última vez, meu ideal era de poder, atividade, superioridade. tudo culpa da falta de sono. agora, sabe-se lá? culpa do jazz!
espero que assim continue, essa forma me agrada bastante. ela é quente e aconchegante, segura e incolor.

pra isso, eu talvez precise voltar a fumar. meu deus, meu deus, e agora?

tem uma palavra que resume mais ou menos isso que eu to sentindo agora. mas ela tá em inglês. ela é CORE. legal que parece coração. vai saber.

chega. hora de laissez-faire

Um comentário:

Carolina Bonturi disse...

lendo a sua primeira frase, pensei que fosse falar da teoria da desconstrução.
mas pensando bem, acho que é mesmo isso que vc está fazendo: se auto-desconstruindo.

bju, Leo.