quinta-feira, 11 de outubro de 2007

derr - OTA!

com duas camadas de caramelo, mais o pão, o molho e aquele orégano que sabe lá deus se tem mesmo ou é só imaginação.
eu quero uma mãe. uma mão. uma lágrima, um abraço. fada, imperatriz sorridente, succubus, júlia, tanto faz. tanto faz.
toquem-me com seus dedos, me acolham na minha posição fetal, durmam de conchinha comigo. nem precisa de sexo não, conchinha já é suficiente.

você vai dormir na casa dele? não, ele que vai dormir em você. deus, que se passa comigo? essa vontade de metralhar meus amigos e depois ir beber cerveja com eles? amigos são rivais, e rivais não são legais quando ganham da gente. que aguda a dor da frustração! são meus algozes que me consolam, são eles que me trazem em casa, são eles que me carregam quando estou bêbado, são eles que baixam o cutelo. executores e santos, mão que bate e assopra (o que decuplica a dor).

impotência. sensação de impotência.

estacas encrrrrrrrrrrrravadas no meu ombro, sem merthiolate. é que os desafinados também tem coração. sabe, eu não to nem um pouco a fim de fazer caridade. se é pra sofrer, sofra também. sem reconhecimento mútuo, a união da escória é asquerosa. eu justifico a minha angústia no próprio ato de não ligar pra alheia. só o que me interessa é o prazer alheio, e especialmente aquele que eu posso destruir.

mas no momento eu não posso porra nenhuma. posso urrar, tão somente, fitar as paredes com olhos injetados de pavor e ódio. sabe aqueles olhos cheios de veias vermelhas que convergem pra pupila? são os meus.

eu não quero morrer. quero que eles morram, com muita dor, e ressucitem amanhã, que afinal são meus amigos.

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