ultimamente eu só posto por aqui quanto estou de mau humor. ou triste. ou com uma pedra qualquer no calcanhar. se esse é meu legado aos cem mil leitores futuros, parecerei ter tido uma existência muito infeliz. não é o caso. meu cotidiano é agradável. plácido e molenga, mas agradável. talvez eu mudasse a circunstância insistente de estar sempre sem tempo e sempre cansado. dificilmente paro. quando aparece uma nesga de tempo livre, uso-o não para descansar, mas para jogar um pouco de videogame, pois eu gosto de jogar e isso não é crime. negligenciei quase toda outra atividade solitária que me apetece, não porque apenas jogo, mas porque o tempo é tão curto que, quando há, jogo.
auto-condescendência? talvez.
infelizmente no ultimo mês minha esposa teve uma apendicite gravíssima e quase morreu. não é exagero, o apêndice supurou e espalhou pus por toda a cavidade abdominal. quase morro junto. coitada, passou bastante dor, encarou um erro médico que quase lhe custou a vida e depois, na recuperação da cirurgia, teve que aguentar uma equipe de enfermagem bem ruinzinha.
nunca estamos preparados para a morte. não quero adentrar na filosofia da existência, mas é curioso como evitamos essa questão. não há outra maneira de viver.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
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