ela tá cansada e por isso não vai sair hoje. e o pior é que não é uma desculpa, é verdade.
então eu (já todo arrumado) boto músicas de vampiro no meu computador e fico pensando no pescoço dela, em quão maravilhoso deve ser violar aquela pele macia e palpitante.
não, eu não sou louco, apenas viajo nessas fantasias fetichentas que eu tenho. adoro pescoços, gosto de literatura vampírica e dos mitos erguidos em torno dessas figuras fascinantes. elas excitam minha imaginação, me arrebatam com sua personalidade estranha e noturna. afinal, como será que é afetada a personalidade de uma pessoa que de repente tem que chupar o sangue de outras para viver? que, por não poder sair de dia, põe uma pedra em cima da sua vida até então? e que ganha em troca a possibilidade de viver para sempre? isso é uma maldição ou a maior benção imaginável?
eu imagino traficantes que matam a torto e a direito por retornos bem menores, nada perto da vida eterna. há conflito de consciencia, culpa ou algo assim? ou eles se bestializam a ponto de menosprezar tanto a vida humana que matar se torna um prazer? e em que medida o mal deles (que me repulsa) se diferencia do mal dos vampiros (que me atrai como uma lâmpada atrai insetos)?
para vampiros, prazeres são coisas diferentes. de acordo com a literatura referente, o mito em torno dessas figuras prega que eles são refinados e mais sensíveis que nós. talvez porque muito deles sejam nascidos de séculos bem menos banais que o XXI. o sexo deles é intenso, a música deles é intensa, e o maior prazer de todos, o provocado pelo sangue (enorme, melhor que o orgasmo, melhor que qualquer droga, a mais inebriante das sensações), está ao alcance de suas mãos.
penso que os vampiros sejam figuras reservadas. é um dos motivos de eu gostar deles, pois mesmo tendo um grande poder, não saem estourando por aí. por mais prazeres que eles tenham, talvez pouco a pouco suas vontades se embotem com o tempo (um tempo longo, incomensuravelmente longo), e sobra a reclusão dos casmurros, suplantada por um porte nobre de sentido vazio. eu gosto de imaginar que só a presença deles já provoca um arrepio gelado, já que se compara à própria presença da contradição e do absurdo: a vida eterna pela morte, a tela branca de um pintor que tem em mãos a paleta de cores do windows.
legal a frase que eles usam: "não estamos vivos, estamos mortos. nossos corações não batem mais.". dizer que eles estão mortos é uma metáfora à condição moribunda de seus valores corrompidos, de sua possibilidade de serem humanos? ops, eles não são mais humanos.
chega de baboseira, vou sair.
e o máximo que vou fazer com o pescoço dela, se deus quiser, é dar uns beijinhos.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
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Um comentário:
Gostei do seu texto...principalmente da parte onde se pergunta sobre a vida eterna!Sinceramente axo que seria a maior maldição do mundo...imagine-se vivendo eternamente...com as pesoas a sua volta morrendo...seus conflitos e dores eternizados???
Axo que todo ser humano tem o direito de morrer...axo que já entrei nessa de vampiro demais...kkkk
Bjusssssssssssssss
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