enquanto eu tiver essa coisa de télos nas minhas fuças, as coisas não podem ser legais. funciona assim: se você estipula um objetivo específico, um ponto X de realização hipotética a ser atingida, então você começa a trabalhar em torno da obtenção daquele objetivo, e seus meios para atingi-lo são somente meios, ferramentas frias e sem gosto. eu quero me formar, então eu estudo arduamente; mas estudar pode ser muito chato. eu quero a garotinha Y, então fico ali na espreita, observando, até convidá-la pra sair e quem sabe o que acontecerá, mas isso é tão tedioso... eu quero ser expert em rock anos 70 e passei a escutar cds sistematicamente, classificando músicas e estilos, odiando cada minuto das músicas...
está tudo errado. eu gosto de literatura, adoro perder tempo conversando com minhas júlias e amo as bandas da geração perdida. se virar obrigação, não vai prestar.
abstração estrema: fazer dos meios o próprio prazer. não estipular objetivos, prazos, não tentar construir absolutamente nada. ir por inércia, por volúpia imediatista, por gula de um segundo.
não é tão fácil. esses tipos de mudança de caráter não são decisões assim voluntárias. bom, posso voltar a viver da minha memória e/ou da minha imaginação. mas essas duas são traiçoeiras. minha memória é cheia de minas prontas para explodir assim que eu pisar, e minha imaginação costuma desembocar num sono amargo.
não esqueça dos chocolates.
bom, o negócio é andar olhando pro chão, não pro horizonte
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
próximo objetivo a ser realizado: fazer dos meios o próprio prazer.
Postar um comentário