as coisas teimam em não ser perfeitas.
mas uma ocasião legal, absolutamente receptiva, aconchegante, é possível.
sim! é possível! percebi que quando perco a trilha do perfeccionismo, sou mais feliz. as vezes tudo cai na maior merda, me sinto um babaca perdido em meio a pessoas deformadas e tolas; mas o deformado e tolo sou eu, que quero que elas sejam o que eu espero que fossem, ou o que eu acho que são. podemos ser ilhas isoladas - podemos nos afastar dos incômodos externos se os encararmos como inevitáveis - podemos tentar ser fodões e sair quebrando o pau pra nos afirmarmos e termos um pouco de paz (mas não sei ter paz quebrando o pau).
massa mesmo é ficar reencostado na poltrona e curtir o som.
e o trabalho do dia seguinte?
e os pivetes gritando lá embaixo?
e a invasão do mundo em meu quarto?
são parte. não devo desejar a perfeição. foi assim q eu começei esse post, não foi?
a música fica no pause, e volta arrebatadoramente empolgante, se tivermos paciência; será o refúgio e o alívio.
*mode buda on*
-- como ter paciência, mestre?
-- sendo paciente.
*mode buda off*
o porre da sexta feira é foda - mas a noite de quinta me chama.
a prova morrendo de sono me mata - mas não foi bom ler o livro que ninguém leu até as 4 da manha?
é isso que eu quero expressar: trocamos! há momentos que quero evitar o cansaço, então nao faço nada; em outros, escolho encará-lo; ele vem fudendo, mas eu o comprei com gosto. e tudo soa bem se eu aceito as circunstâncias como imprevisíveis, incontroláveis e perenamente interessantes.
e, quer saber?
vai terminar, caralho.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
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Um comentário:
é a arte de mudar todos os dias que torna a vida colorida. é a arte do mudar e remudar, do encontro e desencontro e o contraste choro-riso que nos faz humanos.
e atente ao fato de que toda vez que mudamos a estrada que se toma[qualquer que seja ela] tem cheiro de mexerica. ela pode ser dura, mas esqueçamos a perfeição e nos atentemos ao cheiro das mexericas!
abraço
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